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| Cultura : Abertas inscrições para o desfile de 136 anos do município |
| Enviado por Pedro Bortoloti Jr. em 17/05/2012 (19 leituras internas) |
Formulário está disponível neste site

Estão abertas até 6 de junho as inscrições para o desfile em comemoração aos 136 anos de Jaraguá do Sul, que ocorre em 25 de julho. Poderão participar somente entidades pertencentes ao município. As instituições interessadas devem baixar a ficha de inscrição disponível nesta página e entregá-la na Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, na Avenida Getúlio Vargas, 405, no centro. Em 2011 (fotos), cerca de três mil pessoas representaram 33 instituições no evento.

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| Cultura : Pedidos voluntários de tombamento são cada vez mais frequentes |
| Enviado por Pedro Bortoloti Jr. em 17/05/2012 (41 leituras internas) |
Atitude demonstra preocupação com a preservação da história da cidade
 A iniciativa do estudante universitário, Anderson Töwe (20), já não é algo inimaginável para os integrantes do setor de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul. Os pedidos de tombamento voluntários de residências têm sido mais frequentes de acordo com a auxiliar de arquivo, Vera de Toffol. Isso se deve, de acordo com a funcionária, ao esclarecimento sobre o assunto entre as gerações mais novas. A esposa de Anderson, Eliane Scheidt (18), por exemplo, é estudante de arquitetura e sabe o valor histórico da casa em que mora, na Rua Richard Viergutz, 121, na Tifa Rio Alma, no Rio Cerro I, vizinha à Emef Ricieri Marcatto.

A casa, com técnica construtiva enxaimel, passou por descaracterização
A construção, hoje com 122,71 metros quadrados, existia em outra localidade, na rodovia SC-416 e, mais tarde, foi relocada para o endereço atual. A técnica enxaimel permite que isso ocorra. O avô de Anderson, Bruno Töwe (68), que é o proprietário da residência, acredita que a casa, na técnica construtiva enxaimel, tenha sido edificada por volta de 1904. Ele, que reside no local desde 1966, criou quatro dos cinco filhos, Leomar, Lenia, Lenirte – falecida ainda bebê -, Leomárcio e Leanir, além do neto Anderson, que hoje cuida dos avós. A casa, conta Bruno, foi adquirida por Germano Hornburg por volta de 1912 a 1914, depois reerguida no endereço atual. Entre 1944 e 1955, serviu para abrigar funcionários do Comércio Radunz. Antes, moraram na residência funcionários do governo que trabalharam no alargamento da estrada Geral do Rio Cerro. Com o decorrer dos anos, a técnica construtiva, de orgiem estrangeira, passou por descaracterização devido à Campanha de Nacionalização, na época do presidente Getúlio Vargas. A ideia era diminuir qualquer manifestação das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira. Para alguns críticos da medida, como Giralda Seyferth, a campanha tinha um propósito bem específico: “abrasileirar uma população considerada estrangeira à força, se necessário”. Por causa da campanha, acreditam os integrantes do departamento de Patrimônio Histórico, a estrutura enxaimel foi rebocada para esconder a técnica construtiva alemã.
Benefícios - Pela lei 1854/94, edificações típicas ou de valor histórico, podem sofrer processo de tombamento compulsório, quando parte do interesse do poder público; ou voluntário, como no caso da família Töwe. Uma vez tombado, o imóvel continua de posse dos proprietários, pode ser vendido, alugado ou cedido, desde que não alteradas as suas características físicas.
 Outra vantagem é a possibilidade de participação de editais para financiamento de restauração e manutenção, que serão acompanhadas e fiscalizadas seguindo critérios de preservação do estilo arquitetônico original.
Outro aspecto econômico importante é a isenção tributária municipal sobre o imóvel. O tombamento também não é algo imutável, como acreditam muitas pessoas. O artigo 24 da lei prevê o cancelamento do tombamento quando for de interesse público ou a pedido do proprietário, quando comprovado o desinteresse público na conservação do imóvel.
Anderson com os avós, Bruno e Adi
Aprovação unânime - A residência dos Töwe passou pelo crivo dos funcionários do departamento de Patrimônio Histórico, que a partir de uma visita à casa e de relatos dos moradores, elaboraram um documento diagnóstico da viabilidade e interesse de tombamento, além do levantamento arquitetônico, fotográfico e de danos existentes. Reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural, Arqueológico, Artístico e Natural do Município (Comphaan) decidiu pelo tombamento da casa em questão por unanimidade na manhã de quarta-feira (16). Agora, o processo passa pelos trâmites legais até a assinatura do decreto pela prefeita.
A lista de bens tombados pelo município consta 40 imóveis e nela começa a aparecer com mais frequência a observação de pedido voluntário. Sinal de que as pessoas estão mais preocupadas em preservar a própria história. |
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| Cultura : Museu fechado para etapa de descupinização |
| Enviado por Pedro Bortoloti Jr. em 15/05/2012 (23 leituras internas) |
Estabelecimento reabre para visitações na terça-feira (22)
O Museu Histórico Emílio da Silva estará fechado para visitação a partir da tarde desta sexta-feira (18) e reabre na terça (22). O período é necessário para mais uma etapa de descupinização. A ideia, segundo a supervisora, Araci Piepper, é preservar as peças de madeira com importância histórica para o município e região. Não haverá, portanto, o tradicional plantão de atendimento no sábado, das 9 às 12 horas, e no domingo, das 15 às 18 horas. A segunda-feira (21) será reservada para expediente interno, como sempre ocorre, voltando o atendimento para visitações na terça, das 8 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas.
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| Cultura : Confirmados nomes importantes para a Feira do Livro |
| Enviado por Pedro Bortoloti Jr. em 15/05/2012 (41 leituras internas) |
Com mais espaço, o evento ganha status de vila da leitura
Dentre os nomes com presença já confirmada para a 6ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul, que ocorre de 29 de maio a 8 de junho, na praça Ângelo Piazera, estão Ziraldo (foto), Lobão, Xico Sá, Roseana Murray, Lourenço Mutarelli e Ovídio Poli Jr. Também estarão conversando com o público, os escritores Humberto Soares, Marcelo Ferreira, Daniel Behnke, Adriana Niétzkar, Vanucci Bernard Deucher e Thiago Kunitz Daniel, que lançarão livros durante o evento. A edição 2012 apresenta uma importante inovação na sua estrutura e na grade de programação. “A partir desta edição, estabeleceremos outro tipo de diálogo com a leitura, mais distante do mercado e mais próximo da verdadeira aventura do livro. Seguiremos o formato dos festivais literários, sempre focando na produção dos convidados, e não em temas específicos. O que deve aparecer é a obra do convidado, e não um tema”, entende um dos idealizadores do evento, o escritor Carlos Schroeder.

A expectativa é de que pelo menos 25 mil estudantes das redes municipal, estadual e particular tenham acesso à feira e a meta é superar a marca dos 67 mil visitantes do ano passado. A ideia é formar uma nova e consciente geração de leitores. “Com as feiras e festivais e baixando o preço do livro, acredito que haverá maior incentivo para mudarmos o panorama da leitura em todo o Brasil”, pondera.
A Feira do Livro de Jaraguá do Sul é uma realização da Design Editora, Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, SESC Santa Catarina, e tem patrocínio da empresa WEG, pela Lei de Incentivo à Cultura.
Mais espaço - A feira vai ocupar uma área total de 2,2 mil metros quadrados, sendo 1,2 mil metros quadrados destinados à comercialização de títulos de todos os gêneros e um auditório. O restante do espaço será destinado para exposições. “Quando a feira começou, em 2007, tínhamos 400 metros quadrados, e hoje temos uma estrutura similar a das melhores feiras do país: utilizamos um galpão de 8 metros de pé direito, nenhuma outra feira do estado usa, e agora com o conceito de vila da leitura, estamos muito mais próximos de um festival do que de uma feira”, avalia Schroeder.
Uma das principais inovações é a Vila da Leitura, que transforma o evento em um complexo literário educativo, com exposições dentro e fora do Museu Histórico Emílio da Silva e um galpão de 1,2 mil metros quadrados no estacionamento da praça. Na exposição “Livro – O passado e futuro”, que será instalada no museu, o público conhecerá exemplares históricos como um livro de 1541. Trata-se de uma exposição inédita no Brasil que pretende contar o passado, o presente e o futuro do livro, através de 10 lâminas.
Outra atração é a exposição "Marias & fulaninhos - Troque uma Realidade por uma Poesia", no Museu Histórico Emílio da Silva. Com curadoria das artistas plásticas Cristina Pretti e Ângela Escudeiro, a exposição compartilha material poético produzido por crianças e adolescentes de 12 escolas em Jaraguá do Sul. Além das exposições, o evento vai oferecer ainda uma oficina sobre literatura infantil para atendentes de bibliotecas no dia 5 de junho, também no Museu Emílio da Silva.
Na área de exposições, 35 estandes divididos entre 15 expositores oferecerão livros a partir de R$ 1,00. Neste espaço, as novidades ficam por conta do Garden Café e de dois estandes de livros estrangeiros, um com livros em espanhol e outro com livros em inglês. A editora Clássica Cultural, uma das maiores do Brasil para crianças, também estará presente este ano.
A programação vai reunir autores consagrados em lançamentos de obras e sessões de autógrafos, contação de histórias, narrativas de contos, entre outras atividades. Integrado ao evento, o Sesc novamente apresenta a Maratona de Contos, um dos destaques juntamente com a área de comercialização de títulos de vários gêneros.
Programação
29/5 - Roseana Murray - Importante poeta contemporânea brasileira com trabalho voltado para crianças e jovens, publicou seu primeiro livro em 1980 e, desde então, é autora de mais de 60 títulos. Graduada em Literatura e Língua Francesa pela Universidade de Nancy, recebeu o prêmio “O Melhor de Poesia” da Fundação Nacional do Livro Infanto-juvenil (FNLIJ) nos anos 1986, 1990 e 1997; e o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1990. Também recebeu o Prêmio da Academia Brasileira de Letras em 2002 com o livro “Jardins”, em parceria com Roger Mello. Desde 1994, faz parte da Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY).
1/6 – Ziraldo Alves Pinto - Pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor, Ziraldo é um fenômeno no Brasil e no exterior. Explodiu nos anos 60 com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Durante a ditadura militar (1964-1984) fundou, com outros humoristas, O Pasquim - um jornal não-conformista que fez escola, e até hoje deixa saudades. Seus quadrinhos para adultos, especialmente Supermãe e Mineirinho - o Comequieto, também contam com uma legião de admiradores. Em 1969, Ziraldo publicou o seu primeiro livro infantil, FLICTS, que conquistou fãs em todo o mundo. A partir de 1979, concentrou-se na produção de livros para crianças, e, em 1980, lançou O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, vídeo game, Internet e cinema.
2/6 - Xico Sá - Jornalista e escritor, é conhecido pela irreverência. Escreve para os jornais Folha de São Paulo, Diário de Pernambuco, Diário do Nordeste, O Tempo e Correio da Bahia. Participou durante quatro anos da bancada do programa Cartão Verde, da TV Cultura, e integra parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. É autor de “Chabadabadá” (Record), “Modas de macho e modinhas de fêmea” (Record) e “Divina comédia da fama” (Record).
2/6 - Lourenço Mutarelli - Autor dos romances “O cheiro do ralo” e “O natimorto”, ambos lançados pela Companhia das Letras e adaptados para o cinema. É um dos roteiristas e desenhistas de quadrinhos mais aclamados do país, com destaque para "Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente" (Cia das letras) e “O dobro de cinco” (Devir).
3/6 - Ovídio Poli Jr. - Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Educação e doutor em Literatura Brasileira. Foi um dos finalistas do Prêmio Guimarães Rosa/RFI (Paris, 1997) e vem recebendo destaque em importantes concursos e prêmios literários brasileiros: Paranavaí (2002), Paulo Leminski (2002/2005), Luiz Vilela (2005), FLIPORTO (2005), Unicamp 40 anos (2006) e Newton Sampaio (2006). Nascido em Campinas, São Paulo, residiu na capital paulista e, em 2005, passou a morar em Paraty, no Rio de Janeiro. Organiza a programação literária da OFF FLIP (evento paralelo à Festa Literária Internacional de Paraty) e ministra oficinas de criação literária. Idealizou o Prêmio OFF FLIP de Literatura e é editor do Selo OFF FLIP. Publicou a narrativa satírica “O caso do cavalo probo” (edição do autor), e o livro de contos Sobre homens & bestas (Annablume). Ovídio falará sobre seu último livro, o infanto-juvenil “A rebelião dos peixes”.
7/6 – Lobão - Conhecido por sua irreverência, é um ícone da música brasileira, autor de sucessos como "Me Chama", "Decadence Avec Elegance" "Revanche", “Vida bandida”, “Vida louca vida” e “Corações psicodélicos”. Em 2010, lançou sua autobiografia "50 Anos a Mil", que conta desde suas histórias da juventude, até as mais loucas experiências como músico. A partir de 2005, Lobão começa a trabalhar com televisão. Nesta época, apresentou o programa Saca Rolha, na PlayTV, e de 2007 a 2010 foi apresentador na MTV Brasil. Em novembro de 2011, assinou com a Rede Bandeirantes para apresentar o programa A Liga, no lugar do humorista Rafinha Bastos.
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| Cultura : A função pedagógica do teatro na escola |
| Enviado por Pedro Bortoloti Jr. em 10/05/2012 (80 leituras internas) |
Estudantes aprendem teatro através do Programa Cultura nos Bairros

Uma só palma é suficiente para que o professor Paulo César da Silva conduza uma turma de mais de 30 alunos com idades que variam de 6 a 17 anos. O controle é absoluto e o silêncio impera como algo inimaginável num ambiente escolar. O segredo de toda a concentração são as aulas de teatro que, geralmente, ocorrem duas vezes por semana na Emef Helmuth Guilherme Duwe, no bairro Rio da Luz. Improvisação, respiração, concentração e muitos exercícios fazem parte das aulas. Todos correm contra o tempo para a montagem de uma peça que será apresentada no dia 16 de junho, durante a festa junina da escola. Parece muito tempo, mas tudo está cronometrado para a apresentação. São detalhes como cenário, figurino, falas, personagens... Tudo deve estar preparado no prazo certo.

Tamanho empenho e dedicação se explicam através do depoimento da estudante do 9º ano, Kethelin Gimenez (14) (foto à direita), que participa das aulas de teatro há quatro anos. “Nas aulas, a gente se concentra porque precisa, aqui porque a gente gosta”, explica e emenda “todos estão em busca de sonhos e as aulas de teatro nos dão oportunidade de mostrar nossa capacidade. Criamos coragem para expressarmos nossos sentimentos. Trata-se de uma terapia”, finaliza com uma maturidade pouco típica para a sua idade.

A mesma ideia sobre o empenho nas aulas de teatro é compartilhada pelo colega Rafael Patryck Silveira (15) (foto à esquerda), que há quatro anos participa do grupo. “Na sala de aula, a concentração é obrigatória, aqui é divertida. Aqui a gente se expressa; na sala de aula, nem sempre”, compara. A oportunidade de se expressar também é comentada pela estudante do 5º ano, Sabrina Maria de Oliveira (10) (foto abaixo), que apesar de integrar o grupo há menos tempo, tem opinião formada a respeito. “Através do teatro, expresso sentimentos que, em geral, teria vergonha de demonstrar. Falo o que penso e me solto sem medo de críticas”, explica.

Para o professor, que faz este trabalho na escola há 12 anos, a responsabilidade dos estudantes nas aulas de teatro se deve à estratégia pedagógica usada para o desenvolvimento do trabalho, que é mais motivacional do que de cobrança. A assiduidade, as tarefas semanais, as propostas de desafios e as pesquisas teóricas contribuem para a criação de um ambiente de aprendizagem.
Cultura nos Bairros - As aulas de teatro fazem parte do Programa Cultura nos Bairros, promovido pela Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, que também atende outras 40 crianças nas escolas Cristina Marcatto e Gertrudes Milbratz, com a professora Luciana Lima Costa. O programa também oferece aulas de capoeira, banda e dança em horário extraclasse.
Em sua quarta edição, o projeto terá, em 2012, um orçamento de cerca de R$ 40 mil, que devem ser utilizados na confecção de figurinos, cenários, transporte, camisetas, locações, filmagens, divulgação e edição. Em 2011, foram 15 as instituições atendidas, das quais 13 escolas municipais, beneficiando 890 crianças e adolescentes, num investimento total de R$ 33.500,00.

À direita, exercício desenvolvido em grupo
“Através do teatro, expresso sentimentos que, em geral, teria vergonha de demonstrar" Sabrina Maria de Oliveira, estudante
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