Atualmente constituído por cerca de 6 mil peças expostas em nove salas temáticas, o acervo do Museu Histórico de Jaraguá do Sul passou a contar com mais um importante item na manhã desta quinta-feira (26), quando os irmãos Eggon João da Silva e Eugênio José da Silva oficializaram a doação de outro objeto que pertenceu ao pai dos empresários, o historiador Emílio da Silva. Não se trata de apenas mais um objeto, mas da única peça que resultou de seu trabalho como luthier (fabricante artesanal de instrumentos): um contrabaixo acústico que fabricou no final da década de 50 para tocar em um conjunto musical que originou a primeira orquestra do município e a Sociedade Cultura Artística.
Eggon da Silva destacou que o instrumento tem um valor sentimental inestimável para a família, mas foi doado de coração para o museu. Para ele, o contrabaixo deve estar junto aos outros documentos e objetos que pertenciam ao pai, já que a instituição tem Emílio da Silva como patrono e contribui para mantê-lo vivo na memória da cidade. “É uma peça única que enriquecerá ainda mais o acervo do nosso museu, onde será mantida em uma redoma de vidro”, disse o diretor-presidente da Fundação Cultural/JS, Jorge Luiz da Silva Souza, ao agradecer pela doação.
Realizada no Espaço Emílio da Silva Jaraguá Ontem – mesmo local em que o contrabaixo ficará exposto –, a cerimônia foi acompanhada por um público seleto, tendo entre os convidad músicos que integraram a primeira orquestra da cidade, como Pedro Donini, Yara Fischer Springmann, Fernando Springmann e Werner Voigt. A solenidade também contou com a participação de João Germano Rudolf, que é filho de João Francisco Rudolf, dono de uma serraria e fornecedor da madeira canelinha branca para a fabricação do instrumento.
Ainda compareceram ao evento os historiadores Amadeus Mahfud e José Alberto Barbosa.
O INSTRUMENTO – Doado por Emílio da Silva a um pastor – motivos ainda desconhecidos – o contrabaixo ficou nas mãos de terceiros durante cerca de 20 anos. Depois de muita procura, a família Silva localizou e resgatou o instrumento, que estava em desuso e pertencia a uma orquestra de Curitiba/PR. Agora, pode ser apreciado no Museu Histórico de Jaraguá do Sul.

Werner Voigt, Fernando Springmann, Pedro Donini, Eggon da Silva, Eugênio da Silva e Yara Springmann